Professores

Štěpánka Huláková

Olá! O meu nome é Štěpánka, mas dada a dificuldade que muitos têm em pronunciá-lo, no Instituto preferem tratar-me por Step. Em 2017 mudei de emprego e foi uma das melhores decisões da minha vida, porque agora, graças ao ensino, faço o que realmente gosto e o que me permite passar aos outros o meu amor por tudo aquilo que é português. O meu próprio percurso – como cheguei ao português – foi para mim um percurso sentimental, e estou convencida de que continuará a ser assim para o resto da minha vida. Depois de ter concluído os meus estudos de língua portuguesa na Universidade de Masaryk em Brno, morei algum tempo em Portugal, onde ganhei muita experiência que hoje se torna bastante útil nas minhas aulas. Ao ensinar, procuro apresentar aos alunos o mundo lusófono, seja através da partilha de actualidades, de vídeos engraçados ou de artigos interessantes. A tecnologia de hoje oferece tantas possibilidades! Mas, para que as possamos aproveitar, precisamos de construir uma base firme através da gramática. Também coloco muita ênfase na pronúncia, que pode causar alguns problemas, especialmente no início. Ensinar dá-me um especial prazer quando, numa turma, conseguimos construir relações de confiança e amizade.

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Zuzana Traugottová

Olá, pessoal! O meu nome é Zuzana e sou a leitora de checo no Instituto Camões / Centro de Língua Portuguesa de Praga.  Sempre gostei de descobrir, passo a passo, como cada língua funciona. Durante os meus estudos na Universidade Karlova de Praga, conheci bastante bem as diferenças e semelhanças entre o checo e o português. Além disso, já tenho uma experiência de uns anos com aulas de checo aos lusofalantes. Por isso acredito que sei realmente ajudar com a aprendizagem. Sou uma pessoa paciente e positiva, gosto de mostrar aos alunos que o checo é interessante e aprendê-lo, apesar de não ser extremamente fácil, é muito divertido!

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Gilda Machado

Olá! Eu sou a Gilda, Leitora do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua na Universidade Carolina de Praga e Diretora do Camões/Centro de Língua Portuguesa em Praga. O meu amor e dedicação ao ensino começaram ainda eu era muito criança. A minha professora da primeira classe marcou-me imenso e incutiu-me muitos dos valores que hoje regem a minha carreira na área da docência. As minhas primeiras aulas foram dadas na minha infância, quando eu chegava a casa e ensinava aos meus irmãos mais novos o que tinha aprendido na escola nesse dia. É óbvio que eles não percebiam nada e que a minha mãe ficava super chateada por eu escrever com giz na porta do meu quarto e por deixar tudo sujo. Ser professora sempre foi o meu sonho profissional que, felizmente, consegui alcançar. Já lecionei em diversas universidades, e o facto de ter passado 8 anos da minha vida e carreira em Goa, na Índia, faz com que eu, nas minhas aulas,  promova ainda mais diálogo intercultural que permite ao aprendente encontrar-se com  novas culturas sem deixar de lado a sua, promovendo o respeito mútuo, superando estereótipos ou preconceitos culturais e étnicos. As minhas metodologias, estratégias e abordagens de ensino privilegiam a abordagem comunicativa, preconizando a orientação do português para situações de vivência concreta dos aprendentes, para os seus interesses presentes e para as suas necessidades futuras. Considero-me uma pessoa muito responsável e séria no meu trabalho, mas também tenho um ótimo sentido de humor , que faz das minhas aulas e da terrível gramática  algo divertido. Espero inspirar os meus alunos da mesma forma que a minha professora Belmira me inspirou.

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Sergio Oliveira

Olá, sou o Sergio! O que faço aqui? Tudo começou com uma viagem, sem tempo nem destino certos, que veio dar a Praga. Ou talvez tenha começado muito antes, na vontade de descobrir o mundo, no desafio que as pessoas e lugares nos colocam e que, ciclicamente, me leva a procurar-me nos outros e a encontrar os outros em mim. Terá sido este o início? Ou terá sido o sonho infantil de ser professor, sem nem saber porquê, como uma semente que se esconde à espera do seu tempo? Afinal, onde tudo começou, no impulso de conhecer, ou na vontade de ensinar? Dúvidas à parte, certo é que, numa viagem, o amor à língua portuguesa e os estudos de antropologia se juntaram, as suas raízes espalharam-se sedentas de alimento e os seus frutos tornaram-se um vício demasiado saboroso para se largar. E certo é que tenho hoje a oportunidade de conviver e conversar semanalmente, no meu idioma nativo, com pessoas das mais variadas idades e profissões, origens e perspetivas. Aprendo com elas na mesma medida em que lhes tento desenvolver o uso da língua e incentivar-lhes o prazer da palavra. E foi assim que o desejo de conhecer e o de ensinar se tornaram a mesma coisa.